ENTREVISTA | HIRAN MURBACH

Entrevista com o autor Hiran Murbach, nascido em 7 de março de 1977 em Americana, São Paulo. Formou-se em Direito, atuou como advogado, especializou-se na área de negócios e marketing, inicialmente no mercado de decoração e agora em startups. Paralelo a isso, Hiran busca dar vazão aos seus pensamentos e, assim, atuar também como escritor. Desde muito cedo começou a escrever, contudo apenas em 2003 concluiu seu primeiro romance (“Quando a vida imita a arte”) e o publicou de forma independente. Também escreveu diversos contos sobre os mais variados temas, que atualmente estão disponíveis na Amazon. Em 2013 resolveu escrever sobre empreendedorismo, lançou o livro “Quebrando: aprendendo com os erros dos outros” e teve sucesso em conseguir financiamento coletivo para este projeto, o que permitiu que a obra fosse lançada 2014 pela editora Livrus. No mesmo ano Hiran lançou sua segunda obra de não-ficção, inspirada em sua monografia de MBA, “O grátis no marketing digital” e em 2016, a terceira, com o título de “O que é essa tal criatividade”, todos disponíveis na Amazon. Atualmente tem o sonho de se tornar um escritor em tempo integral.

 

Talvez essa seja a pergunta mais batida de todas, mas considero muito importante fazê-la a um escritor. O que lhe motivou a se tornar escritor? Quais autores lhe influenciaram? Quais os seus livros favoritos?

R: Eu comecei a ler desde muito cedo, primeiro com a coleção Vaga-Lume e depois com as histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Após isso, querer escrever acabou sendo um caminho natural: eu sentia vontade de criar as minhas histórias, os meus mundos, da mesma forma que os meus escritores favoritos faziam. As minhas primeiras influências foram Marcos Rey, com o Mistério do Cinco Estrelas e o Monteiro Lobato, com as histórias do Sítio. Depois eu tive a minha fase fantasia capa-e-espada, com as obras do Tolkien e então obras de suspense e fantasia contemporânea, como os livros de Stephen King e Neil Gaiman, que é o estilo mais lido por mim atualmente. Porém eu tenho uma grande influência também de cultura pop, principalmente com os livros do Nick Hornby e que inspiraram o Quando a Vida Imita a Arte.

 

Seu primeiro romance “Quando a Vida Imita a Arte” foi publicado de forma independente. Como foi o processo? Quais foram as maiores diferenças que você sentiu entre publicar independente e por editora?

R: Na época do lançamento do Quando a Vida Imita a Arte eu nem tinha a expectativa de procurar uma editora, pois para mim elas eram apenas para os best sellers, de forma que desde o momento zero eu planejei tudo sozinho, com a ajuda de amigos. Anos depois, quando eu conheci as editoras eu percebi que havia um mundo muito mais profissional e melhor preparado para ajudar os autores, principalmente os amadores, entretanto uma coisa é praticamente a mesma nos dois cenários: o autor tem que se virar para vender os seus livros.

 

Você também escreve livros técnicos, é o meu primeiro entrevistado que possui esse tipo de publicação, poderia falar um pouco sobre isso?

R: Por ser advogado e também trabalhar com marketing e empreendedorismo há cerca de 10 anos, eu sempre li muitos livros técnicos e de não-ficção. Desta forma acabou sendo uma consequência eu deixar a ficção de lado por um tempo e tentar enveredar pelos livros técnicos. É algo que escrevo muito pouco hoje, mas não descarto uma nova obra no futuro.

 

Você também se aventurou na ficção científica com o livro “Ao Final”. Como é para você transitar por todos esses gêneros? O que os leitores podem esperar deste livro?

R: Eu sempre li muitos estilos diferentes de ficção, eu gosto de variar o enredo e a ambientação das histórias que leio, como uma forma de evitar cair na mesmice e também beber de diferentes fontes e inspirações. Eu brinquei muito nisso com os contos que escrevia e Ao Final foi uma tentativa de ser um pouco mais ambicioso, apesar de eu não considerar este um romance, mas sim um conto um pouquinho maior. A inspiração principal desta obra são os futuros apocalípticos, que é um tema que me agrada e que eu busco sempre consumir, e talvez tenha sido a minha primeira tentativa inspirada nas obras do Stephen King, que é hoje o meu autor favorito.

 

Há algum gênero ainda não explorado por você sobre o qual pretende escrever?

R: Difícil responder isso hoje. Não digo um gênero em si, mas até hoje todas as histórias que eu escrevi são ambientadas no “mundo real”, ou seja, planeta Terra. Nas minhas obras eu nunca criei um mundo, uma dimensão ou mesmo um planeta todo do zero. Talvez esse seja o maior desafio que eu tenha e que provavelmente um dia me desafiarei a vencer.

 

Você lançou este ano o livro “Quase Esquecidos” pela Soul Editora. Neste livro você fala sobre o folclore brasileiro. De onde surgiu a ideia de escrever um livro que abordasse esse tema e como foi o processo de pesquisa para a obra?

R: A ideia inicial tem alguns anos, entre 8 e 10 anos mais ou menos. Era uma época que se lia muitas histórias ambientadas no mundo real, mas com criaturas do folclore mundial: Deuses Americanos do Neil Gaiman, a saga do Harry Potter, os livros da Anne Rice, a invasão dos livros de vampiros adolescentes, e tantos outros. Todos esses conseguiam inserir a fantasia em nossa vida contemporânea de forma que soasse verossímil e agradável, adaptando essas criaturas fantásticas para essa realidade. Então comecei a pensar: por que não criar uma historia neste sentido, mas usando as criaturas do nosso folclore, que é tão rico e subaproveitado? Para conseguir escrever o livro pesquisei diversos livros e sites sobre folclore, para entender melhor as peculiaridades de cada mito e como eles poderiam se adaptar dentro do que eu queria escrever.

 

Poderia falar, para nossos leitores, um pouco mais sobre a obra?

R: Quase Esquecidos é basicamente a histórias das criaturas folclóricas brasileiras que foram esquecidas pelas novas gerações, e desta forma elas começam a sofrer as consequências desse esquecimento, que pode culminar até no desaparecimento delas. Até que uma dessas resolve reunir todos os mitos que sobraram para reverter esse processo, porém isso está longe de ser uma coisa simples. Mais do que isso, eu acabarei dando spoilers e estragando algumas partes da história, mas vale a pena ler o livro para saber como eles se viram.

 

Pretende escreve mais livros que falem sobre a mitologia brasileira?

R: É algo que passa sim pela minha cabeça, mas que dependerá de uma série de fatores. Porém não posso negar que ao terminar Quase Esquecidos eu deixei algumas pontinhas soltas para futuras continuações, além disso, claro, pretendo apresentar novas criaturas. Apesar de ainda não ter começado a por no papel, eu já tenho diversos enredos na minha cabeça.

 

Como você concilia a vida de escritor, professor, advogado, coaching, palestrante e coordenador de eventos? Dedica um momento do dia só para a escrita?

R: Isso talvez seja a parte em que mais me perco, acabo não tendo uma rotina muito centrada para escrever. Algumas vezes passo a semana toda escrevendo, mas não é raro eu passar dias e dias sem tocar nas minhas histórias. Neste ponto ainda preciso evoluir muito.

 

Se pudesse indicar apenas um livro para as pessoas lerem, qual seria? E por quê?

R: Além de Quase Esquecidos, o meu livro preferido atualmente é o 11.22.63 do Stephen King, pois ele usa duas coisas pela qual eu sou encantado: coisas fantásticas acontecendo na vida real e viagens no tempo (que é algo sobre o que um dia eu ainda escreverei).

 

Redes Sociais:

Site: https://www.hiran.com.br/o-escritor

Fanpage: https://www.facebook.com/hiran.murbach/

 

 

Fotos

 

Livro “Quase Esquecidos – Eles Ainda Estão Entre Nós”

 

Autor Hiran Murbach

 

Autor Hiran Murbach

 

Lançamento de “Quase Esquecidos”

 

Lançamento de “Quase Esquecidos”

 

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